The Gold Album reúne dez faixas, aposta em uma criação mais colaborativa e revisita elementos do som que consagrou a banda nos anos 1990
O Weezer chegou nesta sexta-feira (21) a uma marca importante da carreira: o lançamento de seu 20º álbum de estúdio. Autointitulado e conhecido como The Gold Album, o novo trabalho representa uma volta deliberada às origens, com a banda recuperando a dinâmica de criação dos primeiros anos e apostando novamente em guitarras pesadas, melodias marcantes e estruturas mais diretas.
Lançado pela Reprise/Warner, o disco reúne dez faixas e sucede o projeto de EPs SZNZ, lançado em 2022. A proposta desta vez foi deixar de lado parte das experimentações dos trabalhos anteriores e buscar uma sonoridade mais próxima da identidade que ajudou a transformar o Weezer em uma das bandas mais importantes do rock alternativo.
Um retorno ao espírito dos primeiros discos
A produção do álbum reuniu Rivers Cuomo, Patrick Wilson, Brian Bell e Scott Shriner em um processo mais colaborativo. Um dos pontos simbólicos dessa retomada foi a aproximação entre Cuomo e Wilson na composição: os dois voltaram a trabalhar juntos desde os estágios iniciais de uma música pela primeira vez desde o álbum de estreia, Weezer (The Blue Album), de 1994.
O resultado é um disco que não tenta esconder a história da banda. Pelo contrário: The Gold Album transforma a própria trajetória do Weezer em matéria-prima, revisitando riffs, refrões e elementos do rock alternativo que fizeram parte da identidade do grupo.
A produção ficou a cargo de Klas Åhlund e Kenneth Blume, conhecido anteriormente como Kenny Beats. Enquanto Åhlund levou ao projeto uma abordagem mais rigorosa e estruturada, Blume buscou uma sonoridade mais agressiva para o álbum.
Dez faixas e uma participação especial
O álbum começa com “Say Yes” e segue com “Shine Again” e “Don’t Make It Weird”. Na quarta faixa, “We Might as Well Be Strangers”, o Weezer recebe a participação da banda Wednesday, com destaque para os vocais de Karly Hartzman.
A colaboração amplia a paleta sonora do disco sem abandonar a identidade característica do Weezer. A faixa foi uma das principais prévias do álbum e ajudou a apresentar ao público a proposta dessa nova fase.
O repertório é completado por “C.E.O.”, “Hoops”, “Nowhere”, “The Show Must Go On”, “Up In The Clouds” e “The LA Sound”, que encerra o trabalho.
Nostalgia sem abandonar o presente
Mais do que simplesmente repetir uma fórmula, The Gold Album parece interessado em discutir o próprio significado de continuar fazendo rock depois de três décadas de carreira.
Em músicas como “C.E.O.” e “Hoops”, Rivers Cuomo aborda temas relacionados à passagem do tempo, à indústria musical e às mudanças do cotidiano. Já “The LA Sound” olha diretamente para os primeiros anos da banda e para a rotina de uma jovem formação tentando conquistar espaço no circuito de shows.
Essa combinação entre nostalgia e autoconsciência ajuda a explicar a proposta do novo disco: o Weezer não volta aos anos 1990 para fingir que o tempo não passou, mas para reencontrar elementos que continuam funcionando.
Turnê começa em setembro
O lançamento de The Gold Album também marca o início de uma nova etapa ao vivo. A banda programou uma turnê pela América do Norte a partir de setembro, batizada de The Gathering, com participações de grupos como The Shins e Silversun Pickups em parte da programação.
Com dez músicas e pouco mais de meia hora de duração, o novo trabalho aposta na objetividade e em uma identidade sonora reconhecível. Para uma banda que atravessou diferentes fases, conceitos e experimentações, o Weezer escolheu celebrar seus 20 álbuns voltando ao ponto onde tudo começou: guitarras, refrões e rock alternativo.
Tracklist de The Gold Album
- Say Yes
- Shine Again
- Don’t Make It Weird
- We Might as Well Be Strangers feat. Wednesday
- C.E.O.
- Hoops
- Nowhere
- The Show Must Go On
- Up In The Clouds
- The LA Sound
Onde ouvir: o álbum já está disponível nas principais plataformas digitais.


