Reformas em salas vermelhas, novos leitos e equipamentos reforçam atendimento a pacientes em estado crítico na rede municipal de saúde
A rede municipal de saúde de Goiânia passou por uma reestruturação no atendimento de urgência e emergência, com reformas em salas destinadas a pacientes em estado crítico, ampliação do número de leitos e aquisição de novos equipamentos.
Segundo a Prefeitura de Goiânia, os investimentos fazem parte de um conjunto de ações realizadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ao longo de 2025, período em que a administração afirma ter destinado mais de R$ 1 bilhão para a área da saúde.
Entre as mudanças estão a reforma de seis salas vermelhas em unidades de pronto atendimento e centros de atenção à saúde. Esses espaços são destinados a pacientes que chegam em estado grave e precisam de atendimento imediato e estabilização antes de uma eventual transferência para uma unidade hospitalar.
Cinco novos leitos para atendimento imediato
Antes das intervenções, a rede municipal contava com 32 leitos em salas vermelhas. Com a reestruturação, foram acrescentados cinco novos leitos, aumentando a capacidade de atendimento de pacientes em situação crítica.
As reformas foram realizadas nas salas vermelhas das UPAs Jardim América, Chácara do Governador e Novo Mundo, além dos Cais Campinas, Finsocial e Cândida de Morais.
No Cais Cândida de Morais, por exemplo, a estrutura passou de dois para três leitos. O ambiente recebeu novos equipamentos e também passou por melhorias nas instalações físicas.
Entre os itens incorporados estão desfibrilador, ventilador mecânico de transporte, monitor multiparamétrico, bombas de infusão, macas e colchões. A unidade também recebeu melhorias na iluminação, climatização, instalações elétricas e bancadas.
Mais desfibriladores na rede
Outro reforço foi a ampliação do número de desfibriladores disponíveis nas unidades de urgência e emergência.
De acordo com a Prefeitura, foram entregues 12 novos equipamentos, elevando de 16 para 28 a quantidade disponível na rede. Os aparelhos foram destinados às 11 unidades municipais de urgência e emergência e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O desfibrilador é utilizado em situações de emergência para auxiliar na recuperação do ritmo cardíaco de pacientes que apresentam determinadas alterações graves do coração.
Atendimento também é avaliado por quem utiliza o serviço
Além da estrutura física e dos equipamentos, a experiência de quem precisa da rede de emergência ajuda a dimensionar a importância da agilidade no atendimento.
A dona de casa Andréia Pereira precisou recorrer ao sistema de saúde quando o sogro apresentou um problema que exigia atendimento de urgência. Segundo ela, ele foi atendido no Cais Vila Nova e posteriormente precisou ser transferido para um hospital.
Andréia relata que ficou satisfeita tanto com o atendimento recebido na unidade quanto com a rapidez da transferência realizada pelo Samu.
“Meu sogro teve um problema de saúde um pouco mais sério, precisando de urgência. Ele conseguiu atendimento lá no Cais Vila Nova. Lá eles o trataram muito bem, cuidaram bastante dele. O atendimento das meninas foi impecável, foram muito educadas”, contou.
Segundo ela, o pedido de transferência foi feito por volta do meio-dia e o paciente chegou ao hospital aproximadamente às 13h30.
“Em um momento tão delicado, a gente precisa de agilidade, paciência e cuidado”, afirmou.
Estrutura adequada pode fazer diferença
Para o médico Rodrigo Amorim, responsável pela sala vermelha do Cais Cândida de Morais, a ampliação da estrutura permite oferecer melhores condições para o atendimento de pacientes graves.
Segundo o profissional, anteriormente havia situações em que a limitação de espaço ou a falta de determinados equipamentos dificultava a assistência.
Com a ampliação dos leitos e a chegada dos novos equipamentos, a expectativa é de que a equipe tenha melhores condições para estabilizar pacientes que chegam à unidade em situação crítica.
A reestruturação das salas vermelhas faz parte de um conjunto maior de mudanças anunciadas pela gestão municipal para a rede de urgência e emergência de Goiânia. A proposta é ampliar a capacidade de resposta das unidades e oferecer melhores condições de atendimento justamente nos momentos em que rapidez e estrutura são fundamentais.


