Inflamação da glândula de Bartholin pode provocar dor intensa, dificuldade para caminhar e, em casos recorrentes, exigir cirurgia; especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce.
A revelação da cantora Pocah de que precisou passar por uma cirurgia para tratar uma bartolinite chamou a atenção para um problema ginecológico relativamente comum, mas ainda pouco conhecido entre as mulheres. A artista contou nas redes sociais que enfrentou dores intensas na região íntima e precisou ser sedada para realizar o procedimento cirúrgico.
A bartolinite é uma inflamação da glândula de Bartholin, localizada em cada lado da entrada da vagina. Essas glândulas têm a função de produzir parte da lubrificação natural da região íntima. Quando o canal por onde essa secreção é eliminada fica obstruído, o líquido se acumula, formando um cisto. Se houver infecção, o quadro pode evoluir para um abscesso, causando dor intensa e inflamação.
Segundo especialistas em ginecologia, muitas mulheres acabam demorando para procurar atendimento porque acreditam que o desconforto desaparecerá sozinho ou sentem vergonha de relatar os sintomas. No entanto, a avaliação médica precoce costuma facilitar o tratamento e reduzir complicações.
Principais sintomas
A bartolinite pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da intensidade da inflamação. Entre os sintomas mais frequentes estão:
- aparecimento de um caroço ou aumento de volume em apenas um lado da vulva;
- dor na região íntima;
- dificuldade para sentar ou caminhar;
- desconforto durante as relações sexuais;
- vermelhidão e aumento da temperatura local;
- febre, quando há infecção mais intensa.
Nem todo cisto causa dor. Em alguns casos, a mulher pode perceber apenas um pequeno aumento de volume. Entretanto, quando ocorre infecção, o quadro costuma evoluir rapidamente, tornando as atividades do dia a dia bastante dolorosas.
Quando a cirurgia é indicada?
O tratamento varia conforme a gravidade do caso.
Nas fases iniciais, podem ser indicados medicamentos para controlar a dor e combater a infecção, quando ela está presente. Compressas mornas também podem ajudar em alguns casos leves.
Quando há formação de abscesso, o procedimento mais comum é a drenagem, realizada para retirar o conteúdo acumulado e aliviar os sintomas.

Já a retirada completa da glândula, conhecida como bartolinectomia, costuma ser reservada para situações específicas, principalmente quando a doença reaparece diversas vezes ou quando outros tratamentos não apresentam resultados satisfatórios. Foi esse procedimento que Pocah informou ter realizado.
A bartolinite pode voltar?
Sim. A recorrência é relativamente comum, especialmente quando o canal da glândula continua apresentando obstrução.
Embora não exista uma forma totalmente eficaz de prevenção, manter o acompanhamento ginecológico e procurar atendimento logo nos primeiros sinais pode reduzir o risco de complicações e permitir um tratamento mais simples.
Especialistas ressaltam que qualquer alteração persistente na região íntima — especialmente dor intensa, caroços, inchaço ou dificuldade para realizar atividades cotidianas — deve ser avaliada por um ginecologista. O diagnóstico precoce continua sendo o principal aliado para evitar procedimentos mais invasivos.


