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quarta-feira, junho 24, 2026
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Fauna brasileira ameaçada cresce e nova lista inclui 180 espécies em risco de extinção

Atualização do governo federal amplia a relação de animais ameaçados e reforça a importância da conservação da biodiversidade brasileira

A fauna brasileira ganhou um novo alerta em 2026. A atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção incluiu 180 espécies ou subespécies e retirou outras 150, totalizando 790 espécies sob algum grau de ameaça no país.

O levantamento foi realizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e reúne dados científicos que ajudam a orientar políticas públicas, planos de recuperação e estratégias de conservação da biodiversidade nacional.

Entre os animais que passaram a integrar ou tiveram sua situação reavaliada estão a arara-azul-grande, o bugio-preto e o tamanduaí, espécies conhecidas da fauna brasileira e que agora exigem maior atenção das autoridades ambientais e da sociedade.

Aves e invertebrados lideram a lista

A nova relação aponta que os invertebrados terrestres representam o maior grupo de espécies ameaçadas, com 264 registros. Em seguida aparecem:

  • 242 aves;
  • 123 répteis;
  • 102 mamíferos;
  • 59 anfíbios.

Os especialistas utilizam diferentes categorias para definir o grau de risco de extinção:

  • Vulnerável (VU);
  • Em Perigo (EN);
  • Criticamente em Perigo (CR);
  • Possivelmente Extinta (CR-PE);
  • Extinta na Natureza (EW).

Essas classificações ajudam a identificar quais espécies necessitam de ações urgentes de proteção e recuperação.

Espécies já consideradas extintas

Além da lista de espécies ameaçadas, o documento oficial apresenta nove espécies consideradas extintas no Brasil.

Entre elas estão seis aves, dois anfíbios e um mamífero: o roedor de Vespucci, que vivia no arquipélago de Fernando de Noronha e não possui registros recentes na natureza.

A atualização substitui a versão anterior, publicada em 2022, e resulta do trabalho conjunto entre pesquisadores, universidades, organizações ambientais e órgãos governamentais.

Conservação se torna prioridade

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a lista funciona como um importante instrumento para orientar políticas públicas de conservação e recuperação das espécies.

O presidente do ICMBio, Mauro Pires, destacou que poucos países conseguem realizar avaliações de biodiversidade em escala semelhante à do Brasil, considerado um dos países mais ricos do mundo em diversidade biológica.

Especialistas alertam que fatores como desmatamento, queimadas, expansão urbana, caça ilegal, mudanças climáticas e perda de habitats continuam sendo algumas das principais ameaças à fauna brasileira.

A divulgação da nova lista reforça a necessidade de investimentos em conservação, fiscalização ambiental e educação ambiental, especialmente em regiões de grande biodiversidade, como o Cerrado e a Amazônia.

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