Google search engine
segunda-feira, março 9, 2026
Google search engine
InícioEconomia | TrabalhoAutonomia financeira lidera prioridades das mulheres no trabalho, aponta estudo

Autonomia financeira lidera prioridades das mulheres no trabalho, aponta estudo

Pesquisa revela que renda própria está ligada à liberdade de decisão, segurança pessoal e novas expectativas de carreira.

A autonomia financeira aparece como a principal prioridade para mulheres no mercado de trabalho, segundo a pesquisa “Mulheres e Mercado de Trabalho”, divulgada no sábado (7). O levantamento, realizado pela Consultoria Maya com base em dados da plataforma de educação corporativa Koru, mostra que ter renda própria é visto como fator essencial para independência e tomada de decisões.

Entre as 180 mulheres entrevistadas, 37,3% apontaram a autonomia financeira como o principal objetivo profissional, associando o trabalho remunerado à liberdade de conduzir a própria vida. Logo em seguida aparecem a saúde mental e física, citadas por 31%, e a realização profissional, que também figura entre as prioridades.

O estudo chama atenção para uma mudança nas expectativas femininas. A busca por relacionamentos amorosos, por exemplo, aparece bem distante entre os objetivos mencionados, indicando uma reorganização das metas pessoais e profissionais entre muitas mulheres.

Autonomia financeira amplia decisões

Segundo Paola Carvalho, diretora da Consultoria Maya, o conceito de autonomia financeira vai além da capacidade de consumo.

“Estamos falando de ter um salário, de ter rendimento, de ter poder de decisão, não é de poder de compra”, explicou.

Na prática, a renda própria pode ampliar escolhas importantes na vida cotidiana. Entre elas estão a possibilidade de deixar relações abusivas, investir em qualificação profissional ou garantir maior estabilidade para a família.

Por esse motivo, especialistas apontam que a autonomia financeira passou a ser vista como um elemento central para segurança, liberdade e planejamento de futuro.

Acesso ao trabalho ainda é desafio

Para muitas mulheres, alcançar autonomia financeira depende diretamente do acesso ao emprego e da permanência no mercado de trabalho. Apesar dos avanços, a pesquisa mostra que a presença feminina ainda diminui à medida que os cargos se tornam mais altos.

Entre as participantes, apenas 5,6% ocupam cargos de diretoria ou posições executivas de alto escalão. A maioria está em funções intermediárias, como coordenação e gerência, evidenciando que a progressão profissional ainda enfrenta barreiras estruturais.

Obstáculos no ambiente corporativo

O levantamento também identificou desafios recorrentes no cotidiano profissional. Mais de sete em cada dez mulheres relataram ter vivenciado algum tipo de violência psicológica no trabalho, incluindo comentários sexistas, interrupções em reuniões ou questionamentos sobre sua capacidade técnica.

Outro dado aponta que 2,3% disseram ter sido preteridas em promoções, muitas vezes associadas à maternidade. Em relatos anônimos, algumas participantes afirmaram perceber preferência por promover homens ou mulheres sem filhos.

Mudança cultural em curso

Apesar dos desafios, especialistas avaliam que a valorização da autonomia financeira representa um avanço cultural importante. Ao priorizar renda própria, carreira e bem-estar, muitas mulheres estão redefinindo seus objetivos profissionais e pressionando empresas a rever práticas internas.

A tendência indica que o debate sobre igualdade de oportunidades no mercado de trabalho deve ganhar força nos próximos anos, com maior cobrança por ambientes corporativos mais inclusivos e oportunidades reais de liderança para mulheres.

RELATED ARTICLES
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Most Popular

Recent Comments