Medicamento Vizz já foi aprovado nos Estados Unidos e promete melhorar a visão de perto por até 10 horas em adultos com presbiopia
Uma novidade que pode beneficiar milhões de brasileiros com dificuldade para enxergar de perto está cada vez mais próxima do mercado nacional. O Vizz, considerado o primeiro colírio aprovado especificamente para a correção da presbiopia — popularmente conhecida como vista cansada — tem previsão de chegar ao Brasil até o final de 2026.
A presbiopia é uma condição natural associada ao envelhecimento dos olhos e costuma surgir a partir dos 40 anos. Entre os principais sintomas estão a dificuldade para ler letras pequenas, enxergar objetos próximos e realizar atividades que exigem foco a curta distância.
O Vizz contém aceclidina a 1,44% e atua promovendo a constrição da pupila, processo conhecido como miose. Esse mecanismo aumenta a profundidade de foco da visão, permitindo que o paciente enxergue melhor objetos próximos sem a necessidade imediata de óculos para leitura em determinadas situações.
Segundo informações divulgadas pelos desenvolvedores do medicamento, o efeito começa cerca de 30 minutos após a aplicação e pode durar até 10 horas. A proposta é oferecer mais praticidade para atividades cotidianas como leitura, uso de celulares, computadores e outras tarefas que exigem visão de perto.
O medicamento já recebeu aprovação da agência reguladora norte-americana, a FDA, um passo importante para sua comercialização internacional. No Brasil, a expectativa é que o produto esteja disponível para venda até o final de 2026, após a conclusão dos processos regulatórios necessários.
Especialistas destacam que o uso do colírio deve ocorrer sempre com orientação de um médico oftalmologista. Como qualquer medicamento, ele pode apresentar efeitos colaterais temporários em alguns pacientes, incluindo dor de cabeça, desconforto ocular e leve redução da visão noturna.
A chegada do Vizz ao mercado brasileiro representa mais uma alternativa para o tratamento da presbiopia, condição que afeta grande parte da população adulta e que tende a se tornar mais comum com o aumento da expectativa de vida.


