Com mais de 148 mil pessoas e transmissão para 200 países, etapa marca retorno histórico ao Brasil e consolida o estado como polo internacional da motovelocidade
Goiânia viveu um fim de semana histórico com o retorno da MotoGP ao Brasil. Neste domingo (22), a vitória do italiano Marco Bezzecchi no Autódromo Internacional Ayrton Senna marcou oficialmente a volta do país ao calendário da principal categoria do motociclismo mundial após mais de três décadas.
A reestreia não poderia ter sido maior: o evento registrou público recorde de 148.384 pessoas ao longo dos três dias, com grande presença de visitantes de fora de Goiás — fator que impulsionou diretamente o turismo, a rede hoteleira e diversos setores da economia local. A etapa também foi transmitida para mais de 200 países, ampliando a visibilidade internacional do estado.
Antes da largada principal, o público acompanhou a interpretação do hino nacional pelo cantor Gusttavo Lima, reforçando o clima de espetáculo e celebração.
O novo autódromo, totalmente reformado e reinaugurado pelo governador Ronaldo Caiado, recebeu investimentos de aproximadamente R$ 250 milhões. Com estrutura moderna e homologação internacional, Goiânia já garantiu contrato como sede exclusiva da MotoGP na América Latina até 2030, recolocando o Brasil no circuito global das grandes competições.
Corrida disputada e domínio italiano
Na pista, Bezzecchi mostrou consistência desde o início. Após largar em segundo, assumiu a liderança ainda na primeira volta ao ultrapassar Fabio Di Giannantonio, que havia conquistado a pole position e terminou em terceiro.
O espanhol Jorge Martín ficou com a segunda colocação, enquanto Marc Márquez, um dos favoritos do público, cruzou a linha de chegada em quarto.
Representando o Brasil, Diogo Moreira terminou na 13ª posição.
Investimento estratégico e projeção global
Após o encerramento da etapa, o governador Ronaldo Caiado destacou o caráter estratégico do investimento e o impacto internacional do evento.
Segundo ele, Goiás dá um passo definitivo para se consolidar como referência na motovelocidade e passa a ocupar um espaço que antes parecia distante no cenário global. O governador também ressaltou o desafio de concluir a obra em tempo recorde e afirmou que o estado agora reúne condições para atrair novas categorias internacionais.
Entre os próximos objetivos, está a possibilidade de receber competições como a Fórmula Indy, ampliando ainda mais o protagonismo de Goiânia no esporte.
Reconhecimento internacional
A qualidade da estrutura e da organização recebeu elogios de representantes da categoria. O circuito foi classificado como “espetacular” por organizadores, que destacaram o potencial de permanência da MotoGP no estado por muitos anos.
O presidente da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) reforçou que o Brasil sempre foi um mercado estratégico para a categoria e que o retorno ao país representa uma aposta segura, tanto pelo tamanho do público quanto pela paixão pelo esporte.
Autoridades estaduais também destacaram o impacto econômico do evento, com mais de 150 empresas envolvidas e forte movimentação em diversos setores.
Outras categorias também movimentaram Goiânia
Além da prova principal, o autódromo recebeu disputas da Moto2 e da Moto3.
Na Moto2, o pódio foi dominado por pilotos espanhóis, com Daniel Holgado na primeira colocação. Já na Moto3, a vitória ficou com Máximo Quiles, seguido pelo argentino Marco Morelli e pelo indonésio Veda Pratama.


