Google search engine
domingo, abril 5, 2026
Google search engine
InícioMeio AmbientePesca do pirarucu muda em Goiás: espécie passa a ser tratada como...

Pesca do pirarucu muda em Goiás: espécie passa a ser tratada como invasora em parte do estado

Nova norma federal autoriza captura sem limites em algumas bacias e proíbe pesca em outras, com foco na proteção da biodiversidade local

As regras para a pesca do pirarucu (Arapaima gigas) passaram por mudanças importantes em Goiás após a publicação da Instrução Normativa nº 07/2026 pelo Ibama. A medida redefine o status da espécie em determinadas regiões e altera diretamente a forma como ela pode ser manejada no estado.

De acordo com a nova normativa, o pirarucu passa a ser considerado uma espécie exótica e invasora em áreas onde não ocorre naturalmente. A decisão tem base em estudos ecológicos que apontam o peixe como um predador de topo, capaz de causar desequilíbrios nos ecossistemas aquáticos ao competir e reduzir populações de espécies nativas.

Nesse contexto, a nova regra autoriza a pesca, captura e abate do pirarucu nessas regiões, com um objetivo claro: reduzir os impactos ambientais e proteger a biodiversidade local. A medida segue diretrizes da Política Nacional da Biodiversidade, que prevê o controle de espécies invasoras como estratégia de preservação.

Como fica a regra em Goiás

Em Goiás, a mudança traz efeitos diretos nas bacias hidrográficas:

  • Bacias do Paranaíba e São Francisco:
    O pirarucu é considerado invasor.
    A pesca está liberada o ano todo, sem limite de tamanho ou quantidade.
    Todos os exemplares capturados devem ser abatidos — não é permitido devolvê-los à água.
  • Bacia Tocantins-Araguaia:
    Aqui, o pirarucu é uma espécie nativa.
    A pesca continua proibida, especialmente no Rio Araguaia.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás disponibilizou um mapa com os municípios onde a pesca está autorizada. A recomendação é que pescadores consultem as informações atualizadas antes de qualquer atividade.

Equilíbrio ambiental e responsabilidade

Apesar da liberação em algumas regiões, o Ibama reforça que a atividade deve seguir as demais legislações ambientais e normas locais.

A iniciativa busca equilibrar dois pontos importantes:
Controle ambiental de uma espécie invasora
Manutenção da biodiversidade nos rios goianos

Na prática, a medida também pode abrir oportunidades econômicas para pescadores, ao mesmo tempo em que atua como ferramenta de conservação.

RELATED ARTICLES
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Most Popular

Recent Comments