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Vídeos curtos podem afetar cérebro infantil e gerar dependência, alerta estudo

Pesquisadoras identificam ligação entre consumo excessivo e queda de concentração, ansiedade social e menor envolvimento escolar

Um estudo realizado por pesquisadoras da Universidade de Macau acendeu um alerta para pais e educadores: o consumo frequente de vídeos curtos — comuns em redes sociais e aplicativos de rolagem infinita — pode impactar negativamente o desenvolvimento cognitivo infantil.

A pesquisa liderada pela psicóloga educacional Wang Wei identificou uma correlação direta entre o tempo gasto assistindo a esse tipo de conteúdo e a redução do envolvimento escolar. Segundo a especialista, o formato rápido e altamente estimulante pode comprometer a concentração e favorecer sintomas como ansiedade social e insegurança emocional.

De acordo com declarações à Lusa, a pesquisadora explica que esses vídeos satisfazem necessidades psicológicas básicas de forma imediata e sutil — algo que, em excesso, pode levar ao uso compulsivo. “Quanto mais os estudantes consomem vídeos curtos, menos se envolvem com a escola”, afirmou.

A professora de Psicologia Anise Wu Man Sze acrescenta que a superestimulação provocada por esse tipo de conteúdo prejudica o desenvolvimento saudável do cérebro infantil. Segundo ela, fatores como estresse diário, ambiente social e até predisposição genética também podem contribuir para comportamentos de dependência digital.

Os dados se tornam ainda mais relevantes diante da escala do fenômeno. Na China, por exemplo, cerca de 1,1 bilhão de pessoas já têm acesso a vídeos curtos, e mais de 98% são usuários ativos desse formato. O crescimento acelerado da indústria audiovisual digital, impulsionado por transmissões ao vivo e inteligência artificial, mostra que a tendência deve continuar se expandindo.

Especialistas destacam que a solução não está apenas em restringir o uso de celulares, mas em orientar o consumo digital, incentivar atividades offline e fortalecer o desenvolvimento emocional das crianças. O equilíbrio entre tecnologia e vida real, dizem, é a chave para evitar impactos negativos.

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