Segundo a OMS, doações cresceram na América Latina — e estudo sugere que o ato também pode beneficiar a saúde de quem doa
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou dados animadores: a doação de sangue cresceu em diversos países da América Latina na última década. A mobilização de campanhas públicas, o uso das redes sociais e uma maior conscientização da população têm impulsionado esse gesto que salva vidas.
Mas o que pouca gente sabe é que doar sangue pode ser bom também para quem doa. Um estudo publicado no Journal of Blood Medicine sugere que a doação regular pode trazer benefícios como a redução do excesso de ferro no organismo — um fator associado a doenças cardiovasculares. Além disso, o simples ato de doar estimula a renovação celular e pode ter impacto positivo até na saúde mental, por estar associado à empatia e propósito social.
“A sensação de fazer o bem, de contribuir com vidas, gera uma liberação de dopamina no cérebro, o que está relacionado à sensação de bem-estar”, explica a psicóloga e pesquisadora em saúde pública Camila Torres.
Atualmente, o Brasil coleta cerca de 3,5 milhões de bolsas de sangue por ano, mas o Ministério da Saúde afirma que a quantidade ainda é considerada abaixo do ideal. No mês de junho, tradicionalmente dedicado à campanha Junho Vermelho, o número de novos doadores aumentou — mas o desafio é manter esse compromisso o ano inteiro.
Se você tem entre 16 e 69 anos, pesa mais de 50kg e está em boas condições de saúde, procure o hemocentro mais próximo. Uma única doação pode salvar até 4 vidas.
por GT Notícias – Goiás Tocantins Notícias