InícioSaúdeHorta terapêutica ajuda pacientes a recuperar autonomia durante reabilitação em Goiás

Horta terapêutica ajuda pacientes a recuperar autonomia durante reabilitação em Goiás

Iniciativa do CEAP-SOL utiliza o cultivo de hortaliças para estimular a coordenação motora, o bem-estar e a convivência durante o tratamento

Plantar, cuidar de hortaliças e acompanhar o crescimento dos alimentos são atividades que vêm ganhando um significado especial na rotina de pacientes em reabilitação em Goiás. Desde abril de 2026, uma horta terapêutica integra as ações desenvolvidas pelo Centro Estadual de Atenção Prolongada e Casa de Apoio Condomínio Solidariedade (CEAP-SOL), oferecendo aos participantes novas oportunidades de exercitar habilidades, fortalecer a autonomia e compartilhar experiências.

Na horta, os pacientes colocam as mãos na terra, participam do plantio e cuidam de hortaliças como alface, rúcula e couve. O trabalho envolve diferentes etapas do cultivo e transforma tarefas cotidianas em parte do processo de reabilitação.

Além de estimular a coordenação motora e o contato com a natureza, a iniciativa favorece a interação social e o trabalho em equipe. Os alimentos cultivados também podem ser levados para casa, permitindo que os participantes compartilhem os resultados da atividade com seus familiares.

Horta terapêutica amplia possibilidades de cuidado

A iniciativa é realizada em uma unidade do Governo de Goiás, gerida pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG), e complementa o tratamento clínico com atividades práticas que incentivam a participação dos pacientes no próprio processo de recuperação.

Segundo a supervisora de reabilitação do CEAP-SOL, Cristina Brandão, o cultivo de hortaliças contribui para diferentes dimensões da saúde.

A atividade pode estimular a autonomia, favorecer a coordenação motora, ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade e melhorar o humor. Também cria oportunidades para que os pacientes participem de tarefas com objetivos concretos, respeitando suas condições e possibilidades.

Dessa forma, o cuidado vai além dos procedimentos realizados no ambiente clínico e incorpora experiências que ajudam a manter o envolvimento dos participantes durante a reabilitação.

Convivência e participação fazem a diferença

O contato com outras pessoas e a possibilidade de participar de uma atividade coletiva também são aspectos valorizados pelos pacientes.

Antônia Rodrigues conta que gosta de estar na horta e aproveitar a companhia dos demais participantes. “Eu acho ótimo estar aqui, no meio de todos”, relata.

Já Nair Oliveira demonstra interesse em acompanhar os resultados do trabalho realizado. “Vou voltar aqui e acompanhar o crescimento do que foi plantado”, afirma.

As experiências mostram como uma atividade simples, ligada ao cotidiano, pode criar momentos de interação e expectativa durante o tratamento. Acompanhar o desenvolvimento das plantas também permite que os pacientes observem os resultados do próprio esforço.

Cuidar da horta também é cultivar autonomia

Ao participar do plantio e dos cuidados com as hortaliças, os pacientes exercitam habilidades que podem contribuir para sua independência e para a retomada de atividades do dia a dia.

A horta terapêutica reforça uma abordagem de reabilitação que considera não apenas as necessidades clínicas, mas também o bem-estar emocional, a convivência e a participação ativa de cada pessoa.

Em Goiás, a iniciativa mostra como o contato com a natureza e o envolvimento em tarefas cotidianas podem ampliar as possibilidades de cuidado, transformando o cultivo de alimentos em uma experiência de aprendizado, acolhimento e valorização da autonomia.

RELATED ARTICLES
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Most Popular

Recent Comments