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Reabilitação transforma vidas e amplia autonomia de pessoas com Síndrome de Down em Goiás

Atendimento multiprofissional no Crer fortalece desenvolvimento, inclusão social e independência desde a infância até a adolescência

Autonomia, inclusão e qualidade de vida têm se tornado conquistas cada vez mais concretas para pessoas com Síndrome de Down atendidas no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer). A unidade, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, tem desempenhado um papel essencial no desenvolvimento de pacientes por meio de acompanhamento especializado e contínuo.

No contexto do Dia Mundial da Síndrome de Down, a iniciativa ganha ainda mais relevância ao destacar o impacto positivo da reabilitação na vida dos 39 pacientes atendidos atualmente pela unidade. A data, instituída pela Organização das Nações Unidas em 2011, reforça a importância da conscientização sobre os direitos, potencial e inclusão das pessoas com a condição.

A Síndrome de Down é uma alteração genética caracterizada pela presença de um cromossomo extra no par 21, condição que pode influenciar o desenvolvimento físico e intelectual. No entanto, especialistas ressaltam que o estímulo adequado, especialmente nos primeiros anos de vida, é determinante para ampliar as capacidades e a autonomia dessas pessoas.

No Crer, o atendimento é realizado por uma equipe multiprofissional formada por terapeutas ocupacionais, psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos e musicoterapeutas. O trabalho integrado busca estimular o desenvolvimento motor, cognitivo e social, promovendo habilidades essenciais para o dia a dia.

A história da pequena Agnes Maria Lôbo, de 3 anos, ilustra esse processo. Diagnosticada ainda na sala de parto, ela iniciou o acompanhamento precoce e hoje realiza terapias como fonoaudiologia, terapia ocupacional e equoterapia. Segundo a família, os avanços já são perceptíveis, especialmente no desenvolvimento físico e na comunicação.

Outro exemplo é o de Yammane Vytória, de 14 anos, que vive uma fase marcada pela busca por independência. Estudante de escola regular, ela mantém as terapias como suporte ao seu crescimento e já projeta o futuro com sonhos e objetivos — incluindo o desejo de atuar profissionalmente como fotógrafa.

De acordo com especialistas da unidade, a reabilitação vai além do aspecto clínico. Ela contribui diretamente para a inserção social, o fortalecimento da autoestima e a construção de projetos de vida. A participação da família também é apontada como fundamental nesse processo, já que o estímulo em casa potencializa os resultados obtidos nas terapias.

Mais do que tratar limitações, o trabalho desenvolvido no Crer amplia possibilidades. A reabilitação se consolida como uma ponte para a independência, permitindo que pessoas com Síndrome de Down estudem, trabalhem, se relacionem e participem ativamente da sociedade.

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