Mostra “Aquilo que Fica e Outros Fantasmas”, de Maria Clara Curti, propõe reflexão sensível sobre lembranças, perdas e vestígios do tempo
A Vila Cultural Cora Coralina abre oficialmente o calendário de exposições de 2026 nesta quinta-feira (19), às 19h, com a mostra “Aquilo que Fica e Outros Fantasmas”, primeira individual da artista Maria Clara Curti. A abertura (vernissage) é gratuita e aberta ao público, reforçando o compromisso do espaço com o acesso democrático à arte.
Realizada com apoio da Secretaria de Estado da Cultura, vinculada ao Governo de Goiás, a exposição ocupa a Sala Sebastião Barbosa e reúne obras produzidas entre 2022 e 2026 em múltiplas linguagens, como pintura, fotografia, instalação, luminosos e objetos.
A produção apresenta um mergulho poético na ideia de vestígio em um tempo considerado “fantasmático”, onde memória, arquivo e intimidade se cruzam. Segundo a pesquisadora e professora Manoela Rodrigues, da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás, que assina o texto crítico da mostra, a exposição dialoga diretamente com questões centrais da arte contemporânea — como o excesso de informação, o esquecimento, a busca por vínculos e a dificuldade de nomear aquilo que nos atravessa no cotidiano.
Os trabalhos de Curti exploram temas como luto, simbolização da perda, memória corporal e histórias familiares, com forte presença de lembranças fragmentadas da infância. Entre aproximações e distanciamentos, a artista constrói um percurso sensível que convida o visitante a refletir sobre o que permanece, o que se transforma e aquilo que inevitavelmente se perde ao longo do tempo.
A mostra tem produção do Ateliê Asterisco e ficará aberta para visitação de 20 de fevereiro a 18 de março, com entrada gratuita. O espaço funciona diariamente e está localizado ao lado do Teatro Goiânia, no Setor Central de Goiânia.


