País conquista ouro, recordes e resultados promissores em Milão-Cortina, mostrando nova fase dos esportes de neve nacionais
A participação brasileira no esqui alpino masculino dos Jogos de Inverno de Milão e Cortina chegou ao fim nesta segunda-feira com um marco histórico: o país encerra a competição com medalha inédita, recordes pessoais e sinais claros de crescimento na modalidade.
Depois de conquistar o ouro no slalom gigante dias antes, Lucas Pinheiro Braathen voltou à pista como favorito no slalom. Porém, neve intensa e baixa visibilidade prejudicaram sua performance, e o atleta acabou caindo ainda na primeira descida, ficando fora da disputa. Mesmo assim, sua medalha já havia garantido um capítulo histórico para o esporte brasileiro.
O único representante nacional a completar a prova foi Giovanni Ongaro, que terminou em 27º lugar com tempo total de 2min06s87 — o melhor resultado do Brasil nessa disciplina. Ele superou a marca anterior da brasileira Maya Harrison, obtida em Sochi 2014. Outro competidor, Christian Soevik, também deixou a prova após perder o equilíbrio na descida.
O ouro do slalom ficou com o suíço Loic Meillard, seguido pelo austríaco Fabio Gstrein e pelo norueguês Henrik Kristoffersen, que completaram o pódio.
Mesmo fora da disputa final, Lucas destacou o significado da campanha brasileira e a diversidade representada pelo time nacional, reforçando que o objetivo sempre foi mostrar evolução e abrir caminho para novos atletas.
Próxima promessa feminina
Na quarta-feira, a atenção se volta para o esqui alpino feminino, com a jovem carioca Alice Padilha, de apenas 18 anos, a atleta mais nova da delegação brasileira na Itália. A expectativa é de mais um passo importante no desenvolvimento do país na modalidade.
Brasil também no gelo com o bobsled
Outro destaque do dia foi a estreia brasileira no bobsled 2-man, com Edson Bindilatti e Luís Bacca. Após duas descidas, a dupla ocupa a 24ª posição. A liderança pertence aos alemães Johannes Lochner e Georg Fleischhauer.
Para disputar a última bateria, os brasileiros precisam alcançar ao menos o 20º lugar nas próximas descidas. Mesmo assim, a equipe avalia a participação como estratégica, já que a prova serve de preparação para a disputa do 4-man no fim de semana.
Com medalha inédita, recordes e presença em diferentes modalidades, o Brasil encerra a participação masculina no esqui alpino com a sensação de que a neve, antes distante da realidade tropical, começa a fazer parte do horizonte esportivo nacional.


