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Perimenopausa vai além dos fogachos: estudo revela sintomas ignorados que afetam milhões de mulheres

Levantamento com mais de 17 mil mulheres aponta esgotamento e fadiga como os sintomas mais comuns — e menos reconhecidos — dessa fase

A perimenopausa — fase de transição que antecede a menopausa — está longe de ser como muita gente imagina. Um estudo internacional recente revelou uma diferença significativa entre os sintomas que as mulheres esperam enfrentar e aqueles que realmente vivenciam no dia a dia.

A pesquisa, considerada a mais ampla já realizada sobre o tema, analisou respostas de 17.494 mulheres e trouxe um alerta importante: os sinais mais conhecidos não são, necessariamente, os mais comuns.

Quando questionadas sobre os sintomas associados à perimenopausa, a maioria citou os fogachos (71%), problemas de sono (68%) e ganho de peso (65%). No entanto, entre as mulheres que estão de fato vivendo essa fase, a realidade é outra.

O esgotamento foi relatado por 95% das participantes, enquanto 93% afirmaram sentir fadiga constante — números que superam com folga os sintomas tradicionalmente mais divulgados.

Os pesquisadores fazem uma distinção importante entre os dois quadros. O esgotamento envolve uma queda geral no desempenho, incluindo dificuldades de memória, falta de concentração e esquecimentos frequentes. Já a fadiga está relacionada ao cansaço físico persistente, mesmo após descanso.

Ambos os sintomas, segundo o estudo, têm impacto direto na qualidade de vida e ainda são subestimados na prática clínica.

A perimenopausa compreende o período antes da última menstruação e também o ano seguinte ao seu encerramento. Essa fase pode começar ainda na casa dos 30 anos e se estender por vários anos — um intervalo longo, mas que historicamente recebeu menos atenção científica do que a menopausa.

Essa lacuna contribui para a desinformação e para a naturalização de sintomas que podem ser debilitantes.

De acordo com a médica Mary Hedges, autora principal do estudo e especialista da Mayo Clinic, ainda há muito a ser compreendido sobre essa fase.

Segundo ela, o objetivo agora é ampliar o conhecimento e melhorar o atendimento, tornando-o mais alinhado com as experiências reais das pacientes.

O estudo também destaca que os efeitos da perimenopausa vão além da saúde física. Relações pessoais, desempenho profissional e responsabilidades familiares podem ser impactados, especialmente quando há sobrecarga emocional ou outras condições de saúde associadas.

Para os pesquisadores, os resultados reforçam a necessidade de repensar a forma como a saúde da mulher na meia-idade é abordada. Ouvir o que as mulheres realmente sentem — e não apenas o que se espera — pode ser o primeiro passo para um cuidado mais humano, eficaz e empático.

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