Brasileiro fica em sétimo na final disputada na Polônia após bater recorde sul-americano
O atletismo brasileiro voltou a ganhar destaque internacional neste fim de semana com a atuação de Matheus Lima no Mundial Indoor de Atletismo, realizado em Toruń. O corredor encerrou sua participação na prova dos 400 metros rasos com a sétima colocação mundial, marcando o tempo de 46s17 na grande final.
O resultado veio um dia após o atleta protagonizar um feito histórico: a quebra do recorde sul-americano da prova, com 45s71. Apesar de não repetir o mesmo desempenho na decisão, Matheus confirmou sua posição entre os principais nomes da modalidade no cenário global.
Na final, o brasileiro terminou em terceiro lugar em sua bateria, com um tempo cerca de meio segundo mais alto em relação à semifinal. Ainda assim, o desempenho consolidou sua presença entre os melhores velocistas do mundo na prova indoor.
O título ficou com o canadense Christopher Morales Williams, que fez história ao cravar 44s76 — único atleta a correr abaixo dos 45 segundos na competição e novo recordista do campeonato. A medalha de prata foi para o norte-americano Khaleb McRae, com 45s03, enquanto o bronze ficou com Jereem Richards, que registrou 45s39.
Evolução consistente e protagonismo sul-americano
Matheus Lima já havia demonstrado evolução consistente ao longo das últimas temporadas. Ele é dono dos quatro melhores tempos da história da América do Sul nos 400 metros e havia alcançado a sexta colocação no Mundial Indoor de Nanjing, em 2025 — ocasião em que também quebrou recordes nacionais e continentais.
Em 2026, o brasileiro já havia conquistado o título do Sul-Americano Indoor em Cochabamba, com o tempo de 45s82, resultado que reforçou sua regularidade em alto nível competitivo.
Brasil com delegação forte no Mundial
O Mundial Indoor segue até este domingo (22) com a participação de 19 atletas brasileiros em diversas modalidades. A delegação reforça o momento de crescimento do atletismo nacional, com nomes distribuídos entre provas de velocidade, saltos, arremessos e combinadas.
A presença consistente de atletas em finais e a quebra de recordes mostram que o Brasil continua avançando no cenário internacional, especialmente em provas de pista, tradicionalmente dominadas por potências do hemisfério norte.


