Jovem artista brasileira participa de iniciativa internacional em Bruxelas e transforma sentimento, inclusão e empatia em uma mensagem universal por meio da arte
A arte como linguagem que une diferenças, atravessa fronteiras e dá voz ao que muitas vezes não consegue ser dito em palavras. Movida por sentimento, empatia e olhar sensível para o mundo, a jovem artista brasileira Ysabela Floriano, de apenas 8 anos, participou de uma importante iniciativa internacional realizada no Parlamento Europeu, em Bruxelas, no coração institucional da Europa.
Representada pela Casa 100+ de Gramado (RS), Ysabela integrou o projeto “Arte para Todos, com Todos”, uma iniciativa internacional que promove a inclusão, o diálogo intercultural e a dignidade humana por meio da arte. O evento aconteceu entre os dias 13 e 17 de janeiro, reunindo artistas de diferentes países, galerias internacionais e apoio institucional europeu.
Arte como ferramenta política, social e humana
O lançamento oficial do projeto transformou o Parlamento Europeu em um espaço de confluência global. Realizado pelo Cour des Arts, em parceria com uma rede internacional de galerias e colaboradores, o projeto utiliza a arte como ferramenta para promover a união entre os povos.

Ysabela Floriano ao lado da deputada italiana e europeia Chiara Gemma, em um encontro que simboliza como a sensibilidade da infância e a força da política podem caminhar juntas pela inclusão, pelo respeito e pela diversidade por meio da arte.
A iniciativa contou com o apoio institucional da deputada italiana e europeia Chiara Gemma, que assumiu o papel de embaixadora do projeto no Parlamento Europeu. Desde o início, a parlamentar acreditou na proposta e contribuiu para sua visibilidade e legitimidade, especialmente no diálogo sobre inclusão, respeito às diferenças, dignidade humana e políticas voltadas às pessoas com deficiência (PCDs).
Mais do que uma exposição, o evento se configurou como um movimento cultural vivo, construído de forma colaborativa, onde a diversidade não é apenas representada, mas vivenciada.
“As Batidas do Coração”: quando a arte une diferenças
Entre os expositores internacionais esteve a paulista Ysabela Floriano, representando o Brasil com a obra “As Batidas do Coração” — criação carregada de sensibilidade, significado e propósito.
Segundo a mãe, Karla Floriano, a obra nasceu do olhar atento da filha para a diversidade humana. Ysabela quis representar, por meio das tintas, as diferentes batidas que formam um único coração.
“Ela quis unir as batidas em tinta, como se unisse as diferenças. Assim como as tintas são diferentes e ficam lindas juntas, nós, humanos, também somos lindos juntos”, explica Karla.
A inspiração nasce da convivência natural de Ysabela com o mundo ao seu redor — um mundo plural, feito de histórias, culturas, pensamentos e experiências diversas. Para ela, a diversidade não é algo que separa ou rotula, mas algo que compõe, enriquece e conecta.
Arte que nasce do sentimento
A arte de Ysabela é profundamente emocional. Cada tela carrega sentimentos reais, muitas vezes provocados por acontecimentos do mundo. A jovem acompanha notícias, conflitos e tragédias e transforma essas emoções em pintura.

Ysabela Floriano e a arte que nasce do sentimento, cresce com propósito e segue batendo forte, levando inclusão, diálogo e esperança para além das telas.
“Ela pinta com sentimento puro. Teve um quadro forte que ela fez inspirado em acontecimentos marcantes no Brasil. A arte é a forma que ela encontrou de expressar o que sente”, relata a mãe.
Essa autenticidade faz com que sua obra vá além da estética. A arte de Ysabela se transforma em manifesto silencioso, em gesto de empatia e em convite à reflexão sobre o mundo que estamos construindo.
As batidas do coração de Ysabela já se materializaram em diversos espaços e suportes: em páginas de admiradores, em postes próximos ao Parlamento Europeu, em joias da Roban Joia de Cerâmica, em reportagens da TV Globo, nas paredes do Cour des Arts Gallery e da Casa 100, em Gramado. Mas, sobretudo, chegaram aos corações de quem teve contato com sua arte.
Um projeto em movimento: a arte segue viagem pelo mundo
Segundo Tiago de Ales, fundador do projeto “Arte per Tutti, con Tutti”, a passagem pelo Parlamento Europeu marca apenas uma etapa de uma jornada muito maior. Após uma semana intensa de conquistas, emoção e reconhecimento institucional em Bruxelas, a exposição iniciou seu processo de desmontagem para seguir em circulação por outros países.

Tiago de Ales, fundador do projeto “Arte per Tutti, con Tutti”, ao lado da artista brasileira Ysabela Floriano, unidos por uma missão que leva dignidade, inclusão e oportunidades ao mundo por meio da arte.
“O projeto não para por aqui. Agora seguimos viagem pela Itália e, depois, por outros países europeus. A ideia é levar essa mostra e essa missão adiante, até chegarmos ao Brasil, ao Líbano e à Ucrânia”, destaca Tiago.
Os países foram convidados a integrar a iniciativa, que tem como propósito central levar dignidade, oportunidades e diálogo por meio da arte, especialmente a territórios marcados por desafios sociais, culturais ou humanitários. A circulação internacional reforça o caráter vivo e itinerante do projeto, que se constrói a partir do encontro entre pessoas, culturas e realidades distintas.
Tiago de Ales também ressalta que o projeto segue aberto a novos convites, ampliando seu alcance para cidades e comunidades interessadas em receber a exposição e fazer parte dessa rede internacional de confluência artística e humana.
“Estamos abertos a levar essa mostra para sua casa, para sua cidade. Essa é uma missão coletiva”, conclui.
Continuidade e impacto internacional
Devido à relevância do diálogo proposto, o projeto “Arte para Todos, com Todos” passará a integrar o calendário cultural oficial da Europa. Uma segunda edição já está em fase de preparação para 2026, consolidando a iniciativa como um esforço permanente de cooperação internacional, inclusão e respeito às diferenças.
A história de Ysabela Floriano é daquelas que tocam fundo, emocionam e convidam à reflexão. Sua presença em uma iniciativa ligada ao Parlamento Europeu reforça que a arte brasileira, quando nasce do sentimento e da verdade, pode atravessar fronteiras e transformar realidades.


