Levantamento da FGV, divulgado pelo Governo Federal, aponta que o incentivo à cultura movimentou R$ 25,7 bilhões em 2024, gerou mais de 228 mil empregos e ampliou a arrecadação de impostos no país.
A cultura brasileira mostrou, mais uma vez, que vai muito além do palco e das galerias. Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado pelo Governo Federal por meio do Ministério da Cultura, revelou que a Lei Rouanet movimentou R$ 25,7 bilhões na economia brasileira em 2024, consolidando-se como uma das principais políticas públicas de impacto econômico e social no país.
Os dados reposicionam o debate sobre o papel da cultura no desenvolvimento nacional. Segundo a pesquisa, para cada R$ 1 investido por meio da renúncia fiscal, R$ 7,59 retornaram para a economia e para a sociedade, impulsionando setores como serviços, turismo, logística, comunicação e comércio. Além disso, as atividades culturais incentivadas geraram R$ 3,9 bilhões em arrecadação tributária, reforçando o retorno direto aos cofres públicos.
O impacto da Lei Rouanet também se reflete de forma expressiva no mercado de trabalho. Em 2024, a cadeia produtiva dos projetos culturais gerou ou manteve 228.069 postos de trabalho, sendo 152,7 mil empregos diretos e 75,3 mil indiretos. O levantamento aponta ainda que, a cada R$ 12,3 mil investidos, um emprego foi sustentado, evidenciando a eficiência do mecanismo como indutor de renda e ocupação.
Outro dado relevante diz respeito ao fortalecimento do empreendedorismo. Micro e pequenas empresas responderam por 85,5% dos fornecedores pagos pelos projetos incentivados, demonstrando que os recursos chegam majoritariamente à base da economia criativa e ajudam a dinamizar negócios locais em diferentes regiões do país.
A descentralização dos investimentos também ganhou destaque. Programas como Rouanet Norte, Rouanet Nordeste e Rouanet nas Favelas ampliaram o acesso aos recursos fora do eixo tradicional. O Nordeste, por exemplo, registrou crescimento de 427% no número de projetos aprovados. Além disso, 58,9% das iniciativas executaram ações em áreas periféricas, comunidades tradicionais ou territórios historicamente excluídos, ampliando o acesso à cultura e promovendo inclusão social.
Durante o lançamento do estudo, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou que os números reforçam o papel estratégico do setor cultural. “Os resultados oferecem evidências claras sobre o impacto positivo do investimento cultural na economia e na sociedade brasileiras”, afirmou.
Ao final, o estudo da FGV consolida a Lei Rouanet como uma política pública que vai além do fomento artístico. Os dados oficiais demonstram que investir em cultura gera retorno econômico, empregos, arrecadação e inclusão, fortalecendo a cultura como engrenagem essencial do desenvolvimento nacional. Mais informações podem ser consultadas no portal oficial do Ministério da Cultura.


