Férias escolares movimentam o mês mais quente do coração brasileiro, com acampamentos às margens do Araguaia e o calor humano das praias do Tocantins
Julho é mais que o sétimo mês do ano — ele é um sentimento.
Para muitos goianos e tocantinenses, é sinônimo de mochila pronta, carro cheio e rumo certo: às margens do rio Araguaia ou às praias de água doce do Tocantins.
Quando as escolas entram em recesso, é como se o coração do Brasil despertasse para viver dias mais simples, mais leves. São famílias inteiras montando barracas, redes, fogareiros e memórias. Crianças correndo entre barrancos e areia, jovens mergulhando no tempo e adultos lembrando do que realmente importa.

O Araguaia, com sua vastidão dourada ao pôr do sol, é mais que um destino. É tradição. É a temporada de pesca, de conversa fiada à beira do rio, do banho de caneca, da falta de sinal no celular e da conexão profunda com o que somos de verdade.

Já o Tocantins, com suas praias fluviais que se formam nesta época do ano, transforma cidades inteiras em pontos turísticos inesperados. As margens do rio Tocantins viram cenário de descanso, alegria e também de fé — muitos ainda enxergam esse tempo como um presente divino.
E enquanto o asfalto esquenta nas cidades, a areia do rio oferece um outro tipo de calor: o calor humano. Gente que se reencontra todo ano, vendedores ambulantes que decoram os nomes dos clientes, shows regionais que misturam forró, sertanejo, reggae e risadas sob as estrelas.
Julho é, no fim das contas, uma lembrança viva do que é viver fora do relógio.
por GT Notícias – Goiás Tocantins Notícias