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quinta-feira, fevereiro 26, 2026
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Preço do café cai pelo 7º mês seguido e traz alívio ao bolso do brasileiro

Queda de 2,48% em janeiro reforça ciclo de ajuste no varejo após forte alta registrada em 2025

O preço do café voltou a recuar em janeiro de 2026 e completou sete meses consecutivos de queda no varejo. A retração foi de 2,48% no primeiro mês do ano, consolidando um movimento de acomodação após o pico inflacionário observado no primeiro semestre de 2025.

O levantamento foi realizado pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Segundo os dados, a queda de janeiro foi a segunda mais intensa desde julho de 2025, quando os preços haviam recuado 3,03%, iniciando a sequência atual de retrações.

Entre agosto e dezembro de 2025, o café acumulou variações negativas que oscilaram entre 0,07% e 1,37%, mantendo ritmo constante de desaceleração. O movimento indica que não se trata de um recuo pontual, mas de um ciclo de ajuste gradual no mercado.

Oferta maior pressiona preços para baixo

De acordo com análise da Apas, o atual cenário reflete melhora nas condições de oferta do produto, fator decisivo para a acomodação dos preços. Após meses de pressão sobre o varejo alimentar, o mercado começa a demonstrar maior equilíbrio.

O economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz, avalia que a tendência é de continuidade desse comportamento ao longo dos próximos meses, ainda que não haja previsão de retorno imediato aos patamares historicamente mais baixos. Fatores climáticos permanecem no radar e podem influenciar o ritmo dessa trajetória em 2026.

Impacto direto na cesta do brasileiro

Presente diariamente na maioria dos lares, o café tem peso significativo na cesta básica. Por isso, a sequência de quedas representa alívio concreto no planejamento financeiro das famílias.

Embora os valores ainda não tenham retornado aos níveis anteriores à alta de 2025, o cenário aponta para maior previsibilidade no varejo alimentar. Caso a oferta permaneça equilibrada, 2026 pode consolidar um ambiente de preços mais estável para o consumidor.

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