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quinta-feira, fevereiro 26, 2026
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Instagram alertará pais sobre buscas sensíveis feitas por adolescentes

Novo recurso começa a ser implementado em quatro países e reforça debate global sobre proteção de menores nas redes sociais

O Instagram anunciou que passará a notificar pais e responsáveis quando adolescentes realizarem buscas repetidas, em curto período, por termos relacionados a suicídio ou automutilação dentro da plataforma. A medida será implementada inicialmente nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália, sem previsão oficial de chegada ao Brasil.

A iniciativa foi divulgada pela Reuters e ocorre em meio ao aumento da pressão internacional por regras mais rígidas para proteger menores no ambiente digital.

A plataforma, controlada pela Meta Platforms Inc., informou que os alertas serão enviados aos pais que já utilizam o recurso opcional de supervisão parental no Instagram. O sistema identificará padrões de buscas consideradas sensíveis e notificará os responsáveis cadastrados.

Segundo comunicado da empresa, o objetivo é ampliar as ferramentas de proteção e prevenção, fortalecendo o acompanhamento familiar no uso das redes.

Pressão internacional por mais controle

O anúncio ocorre em um cenário de mudanças regulatórias em diversos países. A Austrália aprovou recentemente uma legislação que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Já o Reino Unido afirmou em janeiro que estuda adotar restrições adicionais para proteger crianças online.

Espanha, Grécia e Eslovênia também discutem medidas semelhantes, ampliando o debate sobre os limites da liberdade digital e a responsabilidade das plataformas.

Governos têm intensificado discussões sobre segurança online, privacidade e o papel das empresas de tecnologia na proteção de usuários mais jovens.

Como funcionam as contas supervisionadas

O Instagram já possui as chamadas “contas de adolescentes” para menores de 16 anos. Nessas contas, mudanças importantes nas configurações exigem autorização dos pais.

Com a nova funcionalidade, responsáveis que ativarem a camada adicional de supervisão poderão receber notificações caso o adolescente realize buscas repetidas por conteúdos sensíveis — sempre dentro dos limites das políticas de privacidade da plataforma.

A empresa reforça que mantém regras rígidas contra conteúdos que promovam ou glorifiquem práticas prejudiciais, destacando que o recurso tem caráter preventivo e educativo.

E no Brasil?

Até o momento, não há previsão de implementação do recurso no Brasil. Especialistas avaliam que qualquer avanço nesse sentido deve equilibrar três pilares fundamentais: proteção de menores, privacidade individual e liberdade de expressão.

O tema reacende um debate cada vez mais urgente: qual deve ser o papel das plataformas, das famílias e do Estado na segurança digital de adolescentes?

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