Praga quarentenária já foi detectada no interior de São Paulo e acende alerta no campo goiano
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) intensificou as inspeções fitossanitárias nas lavouras de soja em Goiás após a confirmação da presença do Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-palmeri ou caruru-gigante, na região de São José do Rio Preto. A planta invasora, considerada praga quarentenária, já havia sido registrada em estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, ampliando o sinal de alerta para o Centro-Oeste.
Com alto potencial de impacto econômico, o Amaranthus palmeri é uma planta daninha exótica, de crescimento rápido, extremamente agressiva e com elevada resistência a herbicidas. Além disso, apresenta grande capacidade de disseminação: uma única planta fêmea pode produzir entre 200 mil e 500 mil sementes, dependendo das condições ambientais.
Defesa preventiva no campo
De acordo com a Agrodefesa, fiscais estaduais agropecuários estão intensificando o monitoramento em lavouras de soja e milho em sucessão, reforçando a orientação técnica aos produtores sobre identificação e manejo adequado da planta.
A soja é o principal produto agrícola de Goiás e tem papel estratégico na economia estadual. Por isso, as ações preventivas buscam evitar prejuízos diretos ao produtor rural e impactos em toda a cadeia produtiva.
A principal forma de disseminação da praga ocorre por meio de máquinas e implementos agrícolas contaminados, além da mistura com sementes de outras culturas.
Medidas recomendadas aos produtores
Para reduzir o risco de entrada e propagação da espécie no estado, a Agrodefesa orienta que os produtores adotem medidas como:
- Higienização rigorosa de máquinas e equipamentos agrícolas;
- Utilização exclusiva de sementes certificadas;
- Monitoramento constante das áreas de cultivo;
- Comunicação imediata às autoridades em caso de suspeita.
A adoção dessas práticas é considerada essencial para manter a sanidade das lavouras goianas e proteger a competitividade do agronegócio estadual.
O reforço na fiscalização demonstra a importância da vigilância contínua no campo, especialmente diante de pragas com alto poder de resistência e rápida multiplicação.


