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sexta-feira, janeiro 16, 2026
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Menos ressaca: alimentação adequada ajuda a reduzir os impactos do álcool no organismo

Comer antes de beber não elimina os riscos, mas ajuda o corpo a lidar melhor com o álcool e reduz o mal-estar no dia seguinte

Datas festivas como o Ano-Novo costumam vir acompanhadas de celebrações, encontros e, muitas vezes, consumo elevado de bebidas alcoólicas. Embora as principais autoridades de saúde sejam unânimes ao afirmar que não existe uma quantidade de álcool considerada totalmente segura, especialistas destacam que algumas escolhas podem reduzir os danos ao organismo, especialmente quando o consumo ocorre de forma eventual entre adultos.

Um dos maiores riscos associados às festas é o chamado beber pesado episódico — quando a pessoa ingere grande quantidade de álcool em um curto espaço de tempo. Esse padrão sobrecarrega o organismo, dificulta a metabolização do etanol e aumenta tanto os riscos imediatos quanto os efeitos no dia seguinte, como a famosa ressaca.

Segundo especialistas em saúde e nutrição, a alimentação tem papel fundamental nesse processo. Beber em jejum faz com que o álcool seja absorvido mais rapidamente, intensificando seus efeitos no sistema nervoso e no fígado. Quando o corpo está sem energia suficiente, os sintomas aparecem mais cedo e com maior intensidade.

Manter as principais refeições do dia em dia — café da manhã, almoço e jantar — já é suficiente para evitar esse cenário. No entanto, quando não há tempo para uma refeição completa, um lanche adequado antes de beber pode fazer diferença.

A orientação é priorizar alimentos de digestão mais rápida, especialmente os ricos em carboidratos, que ajudam a elevar a glicemia e fornecem energia ao organismo. Frutas como banana e melancia, arroz branco, massas, pães, batata, cereais e até pequenas porções de doces podem cumprir essa função.

Por outro lado, alimentos muito gordurosos devem ser evitados antes do consumo de álcool, pois têm digestão mais lenta e podem sobrecarregar ainda mais o fígado — órgão responsável por metabolizar a bebida. Após o início do consumo, a digestão mais lenta deixa de ser um problema, mas o equilíbrio continua sendo essencial.

Outro cuidado básico é intercalar o álcool com água, estratégia simples que ajuda a manter a hidratação e reduz parte dos efeitos da desidratação causada pela bebida alcoólica.

E no dia seguinte?

Após episódios de consumo excessivo, o corpo tende a sentir os efeitos do esforço extra feito pelo fígado. Por isso, no dia seguinte, a recomendação é hidratação constante e refeições mais leves, ricas em frutas, legumes e vegetais.

Especialistas também alertam que não existe remédio milagroso contra a ressaca. Medicamentos apenas aliviam sintomas pontuais, como dor de cabeça, mas não evitam os efeitos do álcool no organismo. A única forma real de prevenção é não exagerar.

Outro mito comum é o de que misturar bebidas alcoólicas piora a ressaca. O que realmente causa o mal-estar é a quantidade total de álcool ingerida, independentemente do tipo de bebida. A confusão ocorre porque diferentes drinks possuem concentrações variadas de álcool, o que dificulta a percepção do excesso.

Por fim, profissionais de saúde reforçam que tolerar melhor o álcool não significa sofrer menos danos. Mesmo quem não sente ressaca está sujeito a riscos imediatos, como acidentes, comportamentos impulsivos e violência, além de problemas de médio e longo prazo, incluindo doenças cardiovasculares, câncer e dependência.

Vale lembrar: o consumo de álcool é proibido para menores de 18 anos e ninguém deve ser pressionado a beber. Respeitar quem escolhe não consumir — por saúde, convicção ou qualquer outro motivo — também é uma atitude de cuidado coletivo.

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